A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) finalizou a primeira fase das obras de recuperação das erosões no Mirante Monumento Natural Centro Geodésico da América Latina, localizado em Chapada dos Guimarães. A iniciativa visa restaurar a área degradada e promover a sustentabilidade ambiental na região. Nesse propósito, duas erosões foram estabilizadas e contidas. As obras continuarão com a recuperação de outras áreas afetadas no mirante, com previsão de conclusão para maio de 2025.
Para garantir a recuperação total do solo, a Sema isolará a área e iniciará o plantio de mudas nativas. Nos últimos anos, os processos erosivos no mirante foram intensificados em razão de interferência humana e também de fatores naturais. A instalação irregular de trilhas compactaram o solo e reduziram a infiltração da água e as chuvas intensas aumentaram o escoamento superficial, acelerando o processo de degradação.
Devido aos danos ambientais, o Mirante da Chapada dos Guimarães segue interditado por decisão judicial, sem previsão de reabertura ao público.
De acordo com Ana Paula Santana da Costa, coordenadora da Unidade de Conservação da Sema, as obras de recuperação do mirante incluíram terraplanagem, construção de bacias de retenção de água da chuva, instalação de biomantas - uma espécie de tapete protetor para sementes - preparação e fertilização do solo e fixação de bermalonga, uma barreira que evita o deslocamento do solo.
As ações fazem parte de um investimento de R$ 2,6 milhões, financiado por Termos de Compromisso de Compensação Ambiental (TCCA) de grandes empreendimentos do Estado. A execução das obras foi atribuída a uma empresa especializada em recuperação de áreas degradadas por erosão.
Resgate de Material Paleontológico
Durante as intervenções, foram realizadas prospecções para o resgate de material paleontológico, que está sendo catalogado e armazenado no Museu de História Natural de Cuiabá.
Importância Turística e Ambiental do Mirante
O Mirante de Chapada dos Guimarães é um dos principais pontos turísticos do Mato Grosso e uma Unidade de Conservação de Proteção Integral. Criado pelo Decreto Estadual nº 350, de 24 de janeiro de 2020, abrange 43,6 hectares e protege a biodiversidade local, incluindo a fauna e flora típicas do Cerrado.
O local é reconhecido por sua beleza cênica e valor histórico, além de ser um patrimônio geológico, paleontológico e arqueológico. Com sua paisagem única, permite a contemplação da depressão cuiabana, da borda da planície pantaneira e do planalto mato-grossense.